O QUERUBIM
(Marco Cornejo, Henrique Pachêco, Ticiano D’amore)
Eu sou um querubim
Sou tão bondoso
Não me olhe assim
Com seu olhar jocoso
Cuida de mim
Sou tão carente
Eu sou assim
Tão inocente
Imaculado, de puro coração
Sou sempre justo com todas no salão
Mas vivo a sofrer
Os meus lamentos
Pois sempre ferem
Os meus sentimentos
E sei que a vida não pode ser assim
Pois eu sou puro
Honesto, fiel
Enfim, um querubim
Comentário:
Vítima preferida das vadias, o querubim sofre por não entender a maldade no mundo em que vive. Esse homem puro, honesto e fiel constantemente se decepciona, pois as mulheres o acusam de blasfêmias absurdas como descaso, traição, ejaculação na boca entre outros. Talvez os índios ou os nativos de Guadalajara já tenham compreendido o bojo da socialização pacífica como um todo, e por lá os justos não tenham tantos obstáculos na busca pela felicidade sentimental.